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Terça-feira, Agosto 29, 2006
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Recentemente fiz uns testes de seleção para trabalho que também tinha dinâmica de grupo. Uma das etapas da dinâmica consistia em você conversar com a pessoa a seu lado e depois apresentá-la para a turma, dizendo o nome (na verdade, como gosta de ser chamada), idade, profissão, tempo de experiência, qualidade, defeitos e o que ela gosta. Quando conversei com a garota que ficou ao meu lado, dei meu nome de solteira, pois já estava acostumada ao "nome de guerra" (até disse isso). No meu crachá tinha Cláudia Lyra, mas me apresentei como Cau Draper. Além disso, disse que não gostava muito de ler, mas que estava trabalhando nisso (ou seja, esforçando-me pra ler, mesmo sem gostar). Quando eu disse o que eu gostava, falei de fotografar. Ela perguntou se de tirar fotos ou aparecer. Respondi que tanto faz, mas que gostava mais de tirar. Realmente, tanto faz tirar ou aparecer, mas aparecer quando a máquina é minha. Não citei esse detalhe. Resultado? Na hora que a garota foi me apresentar, eu não me reconheci na apresentação dela. Ela disse que eu não gostava de usar o nome do meu marido, criticou-me na hora que disse que eu não gostava de ler - disse assim mesmo: "como uma pessoa não pode gostar de ler? Quando vou na casa (sic) de minha irmã, eu peço um livro pra ler e fico espantada, como lá não tem livros, eu gosto tanto de ler...". Pra completar, falou que gosto de foto, tanto de bater, como aparecer. Mas ela fez um trejeito com a mão, como quem diz "gosta de aparecer". Eu fiquei chocada. Depois, foi minha vez de apresentá-la. Podia ter descido ao nível dela, mas não fiz. A única coisa que fiz, foi que ela me disse que gostava de cinema e futebol e eu acrescentei "e pelo visto, de leitura".
Após isso, fizemos redação. Foi individual, lógico. Mas fiz uma péssima redação. Não sou muito boa de redação, não estava muito inspirada no dia e confesso, que a apresentação da garota me deixou abalada. Ela não me apresentou ali de forma alguma. Principalmente no tal movimento pra dizer que gostava de aparecer em fotos. Poxa, quem não gosta de aparecer em fotos, quando a máquina é sua??? Até Lyra, que não gosta de aparecer em fotos, em alguns lugares bonitos nas viagens, pede pra tirar uma foto dele. Só me arrependi depois de não ter escrito uma redação sob o título "Como derrubar um concorrente num processo de seleção" e falar o que a garota fez comigo. O tema era livre. Escrevi uma baboseira lá qualquer e por conta disso, eu sabia que estava fora. Aliás, sempre acho que é isso que me derruba, já que deve ser escrito uma página e meia de pape ofício e eu só sou acostumada a escrever de 20 a 30 linhas (treinamento pra vestibular). Uma folha e meia de papel ofício, com minha letra normal, dão mais de 80 linhas, pois tenho letra pequena. Daí acabo aumentando a letra e ainda assim, tenho que escrever umas 50. Esse teste de redação serve pra avaliar a personalidade da pessoa pela letra. Em outras palavras, eles não estão me avaliando, pois eu não estou escrevendo com minha letra. Já avisei a Lyra, que na próxima redação, antes de começar a escrever, confirmo se é só pra olhar a letra. Se a resposta for afirmativa, vou escrever uma redação de título Pra que serve uma redação num processo de redação, começando com a frase "Se é só para avaliar a letra e o conteúdo realmente não interessa, então vou escrever várias abobrinhas aqui pra que vocês realmente possam avaliar minha verdadeira letra", a partir daí, vou escrever receita de bolo, resumo de viagens que fiz, acrescentar uns "blá blá blá" pelo meio e terminarei com a frase "Se vocês realmente foram sinceros dizendo que era só pra avaliar a letra, o fato de ter fugido do assunto, não vai ser importante e nem fator pra exclusão da seleção." Lyra disse que se eu realmente fizer isso, vão dizer que eu sou criativa.
Bom, é isso. No resto, tudo na mesma.
Salut!!
PS: O resultado saiu e eu realmente fiquei de fora. Mas o que realmente me deixou chateada, foi o fato da talzinha ter sido selecionada. Isso sim, doeu.
postado por: Claudia Draper 9:44 AM
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Sexta-feira, Agosto 11, 2006
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E não é que a empresa que eu achava que tinha colocado tudo a perder me chamou hoje para uma entrevista técnica?? Pois é... A psicóloga, por algum motivo que eu desconheço, foi com a minha cara e me aprovou. Daí me chamaram pra fazer uma entrevista para a parte técnica. Fui fazer. Respondi umas questões sobre Testes de sistemas (e em casa, vi que errei umas bobagens) e depois fui fazer uma prática. Estou eu diante do computador quando o responsável pela área fala que eu vou ter que desenvolver um módulo em Delphi que vai herdar as características de outro módulo que já está pronto. Eu fiquei olhando para a cara do responsável e deu-se o seguinte diálogo:
- Desenvolver em Delphi?
- Sim. Por quê? Algum problema?
- Sim. Eu não sei Delphi. Tinha isso no meu currículo e eu falei na entrevista que eu não conhecia Delphi.
- Eu não sabia que você não sabia Delphi.
- Mas por curiosidade, por que programar? Não é para desenvolver planos de testes??
- É que às vezes precisamos corrigir os códigos, dependendo do erro.
Deu vontade de dizer "até onde eu saiba, minha função é planejar os testes, preparar o ambiente, acompanhar os testes e depois olhar se o sistema faz o que pede e não faz o que não se pede e achar os erros. O desenvolvedor que corrija os erros de código que forem encontrados...", mas não quis brigar. Apenas agradeci a oportunidade e se surgisse alguma coisa em outra área que não fosse desenvolvimento - e pelo jeito, testes - que entrassem em contato comigo. Eu heim. Tudo bem que se deve ter um conhecimento mínimo no ambiente que você vai trabalhar (dá pra ler um código em Delphi e entender o que aquilo faz, mas não dá para fazer o código), mas daí programar pra corrigir os erros dos outros??? Assim eu prefiro continuar no desenvolvimento e fazer com que os outros corrijam meus erros. É cada uma. Só sei que com isso, lá se foi mais uma oportunidade jogada pela latrina...
postado por: Claudia Draper 6:35 PM
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Quarta-feira, Agosto 02, 2006
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LERÊ LERÊ LELÊ LERÊ LERÊ...
Surgiu uma oportunidade de voltar ao trabalho que estava há 4 meses. Pra receber menos, é mole? O mesmo que os estagiários recebem. Recusei. Se é humilhante ficar sem trabalho, é muito mais humilhante voltar para o local onde estava após 4 meses pra receber menos. Quem me daria valor depois de uma dessa? Se é que alguém lá me dava algum valor... E já fiquei sabendo que eu nem recebia muito mais assim que o estagiário - o que me deixou extremamente irritada. É cada uma!!!
Bom, até agora, aquela empresa onde eu tive entrevista e respondi burramente que meu maior defeito era a falta de liderança, não entrou em contato. E acho que nem entra, depois dessa. A não ser que a psicóloga ache que o fato de ter sido sincera é uma coisa boa, pois seria capaz de assumir meus erros em caso de fazer caquinha, já que a turma, normalmente, tem mania de jogar a culpa no outro.
Andando e andando cada vez mais. Ontem, cheguei a andar 14 km e ainda fiz uma ginástica localizada (abdominal e alongamento, basicamente). Não sei se vai dar pra andar 14 km novamente, mas vou andar uns 12 km (que era o que eu já estava andando desde o dia que tive raiva). O pé já dá sinais de tendinite, mas já avisei até a Lyra que o pé vai cair, mas não vou deixar de andar. Se é pra ser desempregada, que eu seja uma desempregada sarada, pra Lyra ter vontade de chegar mais cedo em casa (Heheehehehehe). Já avisei que minha meta é perder 5 kg até o final do mês. Já diminuí a quantidade de comida e estou queimando as calorias todas, vamos ver se consigo. Depois, é só perder mais 5 kg até o final de setembro e voltar ao meu corpo.
Falando em Lyra, ele não gostou muito do que escrevi sobre tentar outras áreas. Mas eu acho que devia sim, principalmente se chegar o Natal e eu ainda estiver sem trabalho. Não dá pra ficar vivendo sob às custas dele. Tudo bem que ele pode me sustentar, mas eu não quero. Também não iria gostar nada, nada se ainda tivesse vivendo com meu pai. Depois que você adquire independência financeira, é humilhante voltar a depender de alguém. Sábado mesmo, comprei umas blusinhas e uma saia. Disse a Lyra que era pra trabalhar, mas foi ele quem me deu a grana. Ainda preciso de roupa pra sair com ele (falei antes aqui, que não tenho uma roupa "meio termo") e toda vez ele vai ter que me dar a grana??? Assim não dá.
C'est tout!
postado por: Claudia Draper 10:54 AM
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Perfil:
Cognome: Claudia Draper Sim, baseado na personagem de filme homônimo
Idade: 32
Signo: Gêmeos
Estado Civil: Casada
Estado de Humor: Animada (com meu marido) e estressada (com minha mãe)
Profissão: Dona de casa Programadora e Analista de Sistemas
Hobbies: Fotografar, viajar e procurar trabalho.

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